Resenha: Wilde O Primeiro Homem Moderno

Título: Wilde O Primeiro Homem Moderno
Autor: Cássio Starling Carlos / Coleção Grandes Biografias no Cinema Folha de São Paulo
Gênero: Biografia
Literatura: Irlandesa
Ano: 2016
Páginas: 44
Editora: Folha de São Paulo
ISBN: 978.858.193.360-3
Avaliação CL: ⭐️⭐️⭐️⭐️

A cada semana a Folha de São Paulo lançará um novo exemplar da Coleção Grandes Biografias no Cinema, Waterloo um filme inspirado na vida de Napoleão Bonaparte, foi o primeiro, desde 07/08 nas bancas de jornais. E cada livro possui um dvd correspondente.

Resenha: Oscar Wilde foi um polêmico escritor, poeta e dramaturgo. Nascido em Dublin, Inglaterra em 16 de outubro de 1854, e falecido aos 46 anos de idade em 30 de novembro de 1900 por miningite.
Segundo grandes nomes da literatura, e também seu maior biógrafo Richard Ellmann, Wilde é o maior e único escritor de língua inglesa do século XIX, ainda lido e conhecido no mundo, depois de William Shakespeare.
Atualmente, suas citações são tão, senão mais conhecidas que suas próprias escritas em livros. Isto sem ao menos ter publicado um livro contendo elas.

“Viver é a coisa mais rara do mundo. Muita gente só existe.”
              Oscar Wilde

Wilde nasceu em Dublin, ainda quando o estado pertencia ao Reino Unido, e não a Inglaterra. Descrevia-se como “francês por simpatia, da raça irlandesa que os ingleses condenaram a falar a língua de Shakespeare”. Era filho de um oculista e de uma poeta, o que fez com que sua infância fosse das mais sofisticadas. Apesar dos pais serem simples, eram excêntricos, e Wilde teve como primeira professora a própria mãe, passando a precocemente ter contato com a literatura e arte.

Ainda pequeno, o pai o inscreve no Trinity College, em Dublin, e lá permanece por três anos se entra em contato com escritores. A partir de então, almeja a tão renomada universidade de Oxford, onde ingressa com uma bolsa de estudos, onde é acolhido por críticos literários.

Oscar Wilde finaliza o curso com fama de poeta, após vencer um importante prêmio literário. Na época ainda vitoriana, Wilde ainda não tinha se decido à que rumo tomar, mas não quer ficar fora dos holofotes. E então, faz renascer na Inglaterra o dandismo (maneiras de dândi – que se trajeta com apuro exagerado).
Em tempos onde o Belo é o exaustado em mínimos detalhes, Wilde usa suas roupas também para impressionar. Fato este que o torna um caricato, e alvo dos fotógrafos.

Em 1881, publica um livro de poemas à própria custa, e também estreia uma ópera cômica, onde o protagonista, inspira-se em Wilde. O sucesso é tremendo, e o próprio autor é convidado para um turnê com uma amostra de seu estilo, em Nova York. Por quase um ano, percorre cerca de 140 eventos, detalhe que faz questão de notificar à Inglaterra.

Regressando à Europa, viaja para Paris, e aprimora seu francês, e entra em contato com as vanguardas, tema que o interessa. Quando retorna a Londres, casa-se Constance Lloyd, e tem dois filhos.

Sem muitos rendimentos, Wilde candidata-se a uma vaga de inspetor, sem sucesso. Porém é nesta fase, que produz o maior número de resenhas de livros, espetáculos e mostras de arte, e, escreve. Chega também, entre 1885 a 1891, a dirigir a revista mensal para mulheres “The Woman’s World”.

Mais tarde, encontra-se pela primeira vez com Robbie Ross, estudante que afirmou tê-lo apresentado o universo homossexual, quando sua esposa estava grávida. Ross torna-se um amigo futuro de Wilde, que o leva a conhecer novos jovens.
Com a publicação do romance “O Retrato de Dorian Gray”, ainda em capítulos publicados em revista, Oscar Wilde provoca histeria na época, sendo acusado de doentio e obsceno.

Em meio a altos e baixos, o autor consegue escrever inúmeras peças teatrais, apesar de ser banido de atuar, tornando-se rico.

Wilde foi um defensor e tanto da teoria segundo “a vida imita a arte”. Ele havia encontrado seu próprio Dorian Gray, após a publicação do romance, na figura de Iorde Alfred Douglas, uma rapaz inteligente e também estudante de Oxford.

A relação dos dois vem a público quando o pai de Alfred, o marquês de Queensberry, inconformado por ter um filho homossexual, acusa Wilde publicamente. Em contrapartida, Wilde o avisa de difamação. Após um processo, o de o júri não consegue chegar a um acordo, houve um segundo, onde Wilde é condenado por um lei recém criada, por ator de homossexualidade.

Com este fato, todo o trabalho de Wilde desaparece do alcance do público: suas peças são tiradas de cartaz e seus livros desaparecem de bibliotecas. Um catástrofe! Condenado há dois anos de prisão, o autor tem seus bens vendidos em leilão, a mulher pede o divórcio, os filhos mudam de sobrenome, e a mãe falece.

Ao sair da prisão, Oscar Wilde embarca para França, e vive em miséria, contando somente com a pensão adquirida pela ex-esposa.

Os últimos dias de Wilde não foram intensos quanto sua vida toda. Era um excêntrico aspirante ao Belo e a imitação da arte. Sua vida foi um livro em si, que com declínios por vezes, mas o protagonista sempre sendo que, ele sempre quisera ser.

Comentários

Comentários