Resenha: Os 13 porquês

Título: Os 13 porquês
Original: 13 Reasons Why
Autor: Jay Asher
Gênero: Ficção Juvenil
Literatura: Americana
Ano: 2009
Páginas: 256
Editora: Ática
ISBN: 978.850.812.665-1
Avaliação CL: ⭐️⭐️

Impulsionada por trailers da Netflix (a série estreia em 31/03), e por opiniões distintas de algumas pessoas de diferentes gostos literários, decide ler esse livro tão comentado, positivamente ou não.

E preciso dizer que faço parte daquele grupo que não conseguiu ser cativado pelo livro, sim, acreditem.

Jay Asher trás uma temática muito importante e com pouca evidência na mídia: o suicídio na adolescência. Mas a narrativa não fluí, arrasta-se por personagens difíceis de conquistarem. O que é uma pena, pois o livro tinha tudo para ser uma boa obra, – pelo infanto juvenil ela é aclamada.

“Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando o play.”

“Os 13 porquês” é narrado por Clay, um jovem pouco popular e de poucos amigos. Após receber uma caixa com fitas, sem destinatário, começa a ouvi-las. Descobre que são de Hannah Becker, e nela conta os motivos por ter decidido se matar.

Clay era apaixonado pela garota, embora nunca tenha relevado isso a ela, mesmo trabalhando juntos.

Treze pessoas deveriam ouvir o que ela tinha a dizer, e estava guardado a tanto tempo. Assim que cada um terminasse, deveria encaminhá-las a outro “culpado”.

O garoto ouve tudo com muita atenção. Passa seus dias em tremenda aflição e agonia, chegando até a visitar os lugares em que Hannah citava, para melhor reconstrução dos fatos, – ela havia feito um mapa com todos os pontos.

“Me dê uma boa razão…”

É nítido que a garota sofria de uma depressão, baixa autoestima e como consequência, veio o suicídio. Ninguém percebera os sinais, e tudo que ela passava: estava na lista das melhores bundas do colégio; presenciara um estrupo de uma colega sem denunciar o agressor; também ajudara a encobrir um acidente da amiga, o que acabou matando uma pessoa; era assediada constantemente, e etc., fatos estes que contribuíram para que ela fosse frágil de certo ponto, mas em contrapartida, forte por suportar por tudo por muito tempo, calada.

Mesmo sabendo que o autor não escreveu apenas por escrever, pesquisou e baseou-se em uma pessoa próxima, o livro de Asher está longe de ser um repudio à mortes precoces. Embora tenha toda essa primícia, – o que não pode ser ignorado, senti que ele incentiva, mesmo que sem querer, para que pessoas desistam por pouco. Não é que os motivos de Hannah sejam irrelevantes, longe disso, pois sabemos que na adolescência tudo é muito intenso e a flor da pela, e é preciso considerar isso, mas talvez ele atraia a atenção o contrário, não devendo ajudar pessoas, e sim, incentiva-las.

Não é que o livro seja ruim, mas é mal desenvolvido. Não indico para os mais maduros tanto de idade como em leituras, pois podem se sentir como eu: frustrados.

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