Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

Título: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares
Original: Miss Peregrines Home For Peculiar Children
Autor: Ransom Riggs
Gênero: Ficção / Young Adult
Literatura: Americana
Ano: 2015
Páginas: 336
Editora: Leya
ISBN: 978.854.410.455-2
Avaliação CL: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Primeiro livro de fantasia YA que realmente me empolgo e gosto de ler, apesar de não ser meu gênero favorito, o livro é muito bom e bem escrito!

O autor utilizou como inspiração para os livros (trilogia), fotos que comprara ao longo de suas visitas em feiras de antiguidades. Fotos essas que são bastante inusitadas e assustadores, que supostamente seriam de fatos verdadeiros.

O protagonista é Jacob Portman, vive na Flórida, Estados Unidos, com a família. É um garoto não muito popular e que trabalha em um supermercados.

Seu avô, Abe Portman, é um viúvo e que precisa ser vigiado pelos parentes, tudo por que eles acreditam que o senhor não bate muito bem. Desde que Jacob era criança, Abe lhe contava histórias de onde vivera, em um orfanato, o lar da Srta. Peregrine. Além de descrever seus dias de antigamente, ele lhe mostrava fotos horripilantes, de crianças peculiares, que ele fielmente afirmava terem sido seus companheiros de casa.

Jacob com o passar dos anos, se aproxima muito do avô, – ele não é muito aberto com os pais, e não acredita que o senhor mentira desde sua infância para ele, então, sempre mantinha um pé atrás com as histórias, não querendo de fato desacreditar ou realmente acreditar no que parecia apenas loucura.

*

Em um dia o avô passa mal, e afirma estar sendo atacado e perseguido por um monstro. Nos braços de Jacob o avô falece. Mas antes alerta-to para que vá ao encontro de Peregrine, onde estaria seguro, e que deveria contar-lhe que os monstros haviam voltado. Jacob nada entende, ouve um barulho que parece ter vindo da floresta, e por um instante, também avista um ser estranho, mas não se preocupa muito, pois aquilo poderia ser mais alguma confusão de sua cabeça.

Após esse trauma, ele passa a frequentar o psiquiatra Dr. Golan. E encorajado por ele, convence os pais para o deixarem viajar para onde o avô vivia, somente para poder ficar tranquilo com seus próprios medos. Os pais não aceitam, mas o pai após ser convencido de que lá seria uma boa inspiração para seu novo livro, se prontifica a ir juntamente com o filho, para mantê-lo a salvo.

“Às vezes, tudo o que você precisa fazer é cruzar uma porta”.

Jacob e pai então, partem para uma ilha no País de Gales, um lugar pacato e sem muita população.

O garoto se empolga na aventura de procurar alguma pista ou vestígio do suposto orfanato onde o avô vivera. Mas após descobrir que a velha casa que endereçava o lar, fora atingida anos antes por uma bomba e deixado o lugar em ruínas, frusta-se.

Mas insatisfeito, ele vasculha a casa e encontra as mesmas fotos que seu avó lhe mostrava, as das criança peculiares.

Está tudo muito escuro, mas após passar com sua lanterna por um cômodo, avista uma garota a observá-lo, a mesma garota que ele vira segundos atrás nas fotos, com uma bola de fogo nas mãos. Tenta fugir, assustado, até chega a pensar que é uma assombração… Mas a menina é mais rápida e forte, o amarra e o leva de lá, passando por caminhos muitos estranhos, – o túnel do tempo, para o verdadeiro lar que ele tanto procurava.

*

Chegando lá, encontra com a srta. Peregrine, eles não haviam morrido, pelo contrário, todos os dias reviviam aquele mesmo dia em a bomba lhes atingiriam, e recomeçavam novamente, com a mesma rotina. Somente assim ela e as crianças poderiam viver, mesmo nunca envelhecendo e não tendo garantia nenhuma de um futuro, Peregrine achava que valia a pena.

Revela que assim como o avô, Jacob era um protetor deles, os únicos que podiam ver os estéreos, – os monstros que seu avó via.

A partir desse momento, tudo parece fazer sentido para o garoto, e juntamente com as crianças do orfanato eles lutam para que o túnel do tempo e os peculiares se mantenham a salvo. A aventura é incessante!

*

Um livro que surpreende, e muito. Com uma narrativa que fluí e deixa o leitor como um cúmplice, que anseia cada vez mais para descobrir o que poderá acontecer na história.

 

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