Resenha: O Menino do dedo Verde

Título: O Menino do dedo Verde
Original: Tistou Les Pouces Verts
Autor: Maurice Druon
Gênero: Infantojuvenil / Ficção / Clássico
Literatura: Francesa
Ano: 2017
Páginas: 128
Editora: José Olympio
ISBN: 978.850.301.322-2
Avaliação CL: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️+❤️

Uma edição bárbara, que faz jus ao título: um clássico.

A obra de Maurice Druon foi publicada pela primeira vez em 1957, na França. Sendo a única obra de ficção e de gênero infantojuvenil do autor. Com isso, Druon sofreu comparações ao universal “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, – há quem ache discrepante tamanha equiparação, mas…

“O Menino do dedo Verde” é aquele tipo de livro que faz você se sentir acolhido, de alguma forma ou de outro. No início da narrativa somos introduzidos a Tistu e sua família, com linhas não muito rebuscadas, mas cheias de encanto, fato que pode incomodar alguns dos leitores adultos, pois Druon faz questão de ser bem singelo em suas palavras, mas acaba enriquecendo a história a cada página virada.

“O Menino do dedo Verde” como o próprio nome já diz, apresenta-nos a Tistu, um garoto que embora rico, é considerado fora do “padrão”. Ele é puro sentimentos, não compreende às malícias e ironias da vida, o que faz seu pai, dono de uma fábrica de canhões, repensar a forma como tem conduzido sua própria vida e a cidade em que moram, Maripólvoras, – sim, o texto nos traz inúmeros nomes similares e até mesmo bobos, mas esse é só brilho especial da narrativa (hehe).

Muito amigo do jardineiro da casa, sr. Bigode, Tistu descobre que tem metaforicamente o dedo verde, ou seja, tudo aquilo que para os outros parece esquecido, para o menino é indispensável: transforma prisões em jardins floridos, favelas em lugares admiráveis, apesar da extrema pobreza.

A história é pura poesia e metáforas, mas quem não ama uma dose dessa dupla, não é mesmo?

Livro curtinho, leitura recomendadíssima!

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