Resenha: O Grande Gatsby

Título: O Grande Gatsby
Original: The Great Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Gênero: Romance / Clássico
Literatura: Americana
Ano: 2013
Páginas: 176
Editora: Leya
ISBN: 978.858.044.497-1
Avaliação CL: ⭐⭐⭐⭐⭐+❤

Um livro que retrata os Estados Unidos das décadas de 1910-1920, onde a venda e consumo de álcool eram ilegais, onde a luxuria era super valorizada em meio a festas e bailes por toda New York.

Nos deparamos com um narrador muito aquém disso… Nick Carraway é um trabalhador comum, que vive em West Egg, bairro super badalado e ao redor de super mansões. Entre seus vizinhos está: Daisy Buchanan, sua prima que casou-se com um homem rico, Tom Buchanan, também ex jogador de futebol americano, e Gatsby, um homem que quase ninguém conhece, porém tem alguns hábitos peculiares, como o de promover festas aos fins de semana para quem quer que seja.

Apesar de não fazer parte desse mundo de bebidas e festa, Nick, recém chegado no bairro, acaba por ser influenciado pelo meio.

Um dia recebe um convite do próprio Gatsby, para uma de suas festas. Chegando lá percebe que apenas ele possui convite, os demais, entram como se a casa já os tivesse esperando. É nesse momento que Nick atenta-se de que talvez ele seja um convidado especial para o dono da casa. E é exatamente isso que acontece, por entre os vícios de linguagem de Gatsby, ao chamar todos de: “meu velho”, Nick acaba tornando-se amigo particular do ricaço.

Por mais que essa seja uma era onde o dinheiro tem mais valor que tudo, vir de uma família tradicionalista ou de renome, é o que conta. Jay Gatsby porém, não é bem visto pela sociedade. Os boatos são inúmeros sobre o motivo dele ter tanto dinheiro e promover festas abertas…

*

Nick é um cúmplice fiel. Descobrimos ao longo da novela que Gatsby e Daisy já foram namorados no passado, e por ele ter ido à guerra, Daisy fora forçada pela mãe a casar-se com Tom, – mais um indício de que o dinheiro prevaleceria a qualquer circunstância.

“Fico contente que seja uma menina. E espero que ela seja uma tola. Essa é a melhor coisa que uma garota pode ser neste mundo, uma linda tolinha.”

Daisy para Nick, sobre o nascimento da filha.

Ou seja, uma mulher estaria sempre sujeita aos quereres da família, e/ou do homem.

A cada capítulo descobrimos um Gatsby cada vez mais lorde, e que sempre fora apaixonado por Daisy. Capaz de tudo pelo seu grande amor, tudo que ele conquistara fora para lhe chamar a atenção, inclusive as grandes festas em todos os fins de semana, apenas pela esperança de que um dia ela apareça. Mas será que Daisy trocaria seu mais novo nome Buchanan, por um futuro incerto?, – pois a fonte dos pertences de Gatsby são frutos de ilegalidades.

Gatsby até que consegue com que a amada caia em seus encantos novamente, mas há muitas coisas além do amor para Daisy decidir… A filha, família, renome e segurança.

Angustiante, sentimental e emocionante, esta é uma história que apensar das poucas páginas, Fitzgerald fez de si próprio um mito, por descrever com tanta fluidez um romance tão excêntrico. Para os apaixonados por comparações à livro e filme, o drama de 2013 com Leo DiCaprio, faz jus a altura da obra original. Vale a pena conferir e se apaixonar também por esse romance impossível.

Será que eles conseguem ficar juntos? O final é arrebatador! Recomendadíssimo.

Comentários

Comentários