Resenha: Desventuras em Série #3 – O Lago das Sanguessugas

Título: Desventuras em Série #3 – O Lago das Sanguessugas
Original: The Wide Window
Autor: Lemony Snicket
Gênero: Ficção
Literatura: Americana
Ano: 2001
Páginas: 186
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 978.853.590.171-9
Avaliação CL: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Mais um da série maravilhosa Desventuras em Série.

Que fim levará os pobres órfãos Baudaleire? Terão sua herança roubada pelo malévolo conde Olaf? Sobreviverão a tantas desventuras? Vamos com calma… Pois essas respostas ainda não temos, ainda estamos falando do livro #3 da saga, de #13.

Notoriamente são treze livros a compor a série, e todos os livros possuem também treze capítulos, – verifiquei nos que li, e nos demais. Snicket adora brincar com o fato do azar e tragédia na vida das crianças. Até na composição ele pensou, um mestre.

Em “O Lago das Sanguessugas”, os três irmãos são novamente encaminhados para um novo tutor, dessa vez, uma mulher que mora próximo ao Lago Lacrimoso, repleto de sanguessugas, localizado no Cais de Dâmocles.

No caminho, o sr. Poe os dá balas de hortelã e pimenta, e mesmo sendo alérgicos, Violet os incentiva a guardarem, para uma ocasião propícia. Acabam por saber que um furacão aproxima-se da região em que a nova tia mora.

A senhora, Josephine Anwhistle, é uma mulher de meia idade, e que após perder seu marido, criou um medo dentro de si de tudo. O simples fato de um telefone tocando a faz tremer, e por esse motivo, os jovens são deixados na beira da estrada por um táxi, e têm a missão de subir uma enorme ladeira sozinhos, – a casa da tia ficava no alto de uma montanha, e ela mal saía do lar.

Os Baudaleire até gostam da nova tutora, porém a obsessão dela pela gramática, até com a pobre Sunny que mal balbucia algumas palavras, os irrita. Eles são fortemente afetados pelo pavor da tia de que algo muito ruim sempre está prestes a acontecer com ela. Nem ao menos o fogão ela tem coragem de ligar. Os jovens passam a comer “comida fria”, o que mais parecia-se com uma água de legumes rala e de dar frio na espinha ao ingerida.

*

Como nos livros anteriores, o conde Olaf nunca desiste. Sempre capaz de inventar algo para aproximar-se das crianças, na esperança de apropriar-se de sua herança.

Em um dia em uma ida ao mercado, tia Josephine acaba conhecendo o crápula. E alguns dias depois, ele aparece na casa, fantasiado como um capitão, Sham, um homem aparentemente das marinhas e que possui uma perna de pau.

E é claro que as crianças tentam de tudo para que a tia acredite neles, de aquele homem seria de fato o conde Olaf. Eles até poderiam pedir para o homem levantar o tornozelo para verificarem a tal tatuagem, porém agora, no lugar havia uma perna de pau, impossível, pensaram.

Os Baudaleire então não passam um dia se quer sem pensar em como desmascara-lo.

*

Mas antes mesmo que as crianças pudessem pensar em algo, o maléfico Olaf já havia agido. Ele forja a morte da tia Josephine, fazendo com que a mulher deixe um bilhete, passando a guarda para ele.

Neste trecho, há outra sútil crítica de Snicket ao sistema de leis, pois basta que um simples papel contendo a letra a próprio punho de quem beneficia, para que algo grandioso aconteça e beneficie outro.

Neste momento, o sr. Poe é novamente contatado. Pois no bilhete descrevia que Josephine havia se matado pulando da janela, e que havia deixado a guarda das crianças para Sham.

Os Baudelaire suspeitam, e muito. Sabiam que algo o conde Olaf havia feito. Mas a letra era da tia, a janela estava mesmo em pedaços. O que comprovava o fato.

Eles não conseguiam parar de pensar no egoísmo que ela cometera, mas ao mesmo tempo lembravam que a tia morria de medo de tudo, não seria capaz de pular daquela altura em que a casa localizava-se.

*

Violet, Klauss e Sunny usavam as balas como aliadas em um almoço com o sr. Poe e Sham, para assentarem a papelada da nova adoção. Após os três queixarem-se de doença, vão para casa, a que pouco viveram com a falecida tutora. Tentam extrair alguma nova informação das pistas, além das que obtiveram, para livrar-sem das mãos de Olaf.

Os órfãos percebem que o bilhete possui muitos erros gramaticais, o que não era do feitio da tia Josephine. Juntam um quebra-cabeça com todas as palavras com ortografia incorreta, e chegam ao nome: Gruta do P. Entendem que é para lá que a tia refugira-se.

Prontamente deixam a casa, em meio a enorme e tenebrosa tempestade lá fora, e que posteriormente ocasiona na derrubada da casa.

*

Os Baudaleire roubam um barco sob responsabilidade de Sham e seus capangas, e caem em alto mar a procura da tal gruta, – segundo os mapas ela não ficaria tão distante do Cais.

Chegam até tia Josephine, que agora acredita neles. Acuada embaixo de uma duna, a senhora não quer sair de lá, é claro, por medo. Pretende morar ali mesmo com os meninos. O que eles acreditam nunca dar certo, e à forças, arrastam a tutora para voltarem com eles.

A seguir contém spoiler.

Em meio a alta maré, e as sanguessugas atraídas pelo cheiro de humanos, elas começam a mordiscar o barco, que infelizmente passa a ter furos. Uma tragédia!

Mas nesse memento o conde Olaf está prestes a “resgatá-los”. Ele transfere as crianças para seu meio de transporte, e tia Josephine, drasticamente, é derrubada às ferozes sanguessugas.

O antagonista diz ao sr. Poe que por sorte recuperou os Baudelaire, que incrivelmente tinham enfrentando um furacão e roubado um barco.

Logo, eles recomeçam as tentativas de provarem que Sham não passa do fajuto primeiro tutor.

Sunny roí a perna de pau, e todos descobrem uma perna tatuada com um enorme olho. Inconfundível!

Mas estes não são livros sobre felicidade, não é?! O conde Olaf e sua trupe consegue fugir again and again… Sr. Poe não ajuda em uma…

Leia a resenha do livro anterior #2 e/ou do seguinte #4.

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