Resenha: Desventuras em Série #2 – A Sala dos Répteis

Título: Desventuras em Série #2 – Sala dos Répteis
Autor: Lemony Snicket
Original: The Reptile Room
Gênero: Ficção
Literatura: Americana
Ano: 2001
Páginas: 184
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 978.853.590.143-6
Avaliação CL: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Lemony Snicket tem mesmo o poder da escrita! O escritor americano faz com que suas palavras sejam contagiantes, levando o leitor a catarse total e a entrar em abstinência sem a série Desventuras em Série.

A história dos jovens Baudelaire é mesmo viciante, não é? Se você ainda não leu, está perdendo, pois é simplesmente maravilhoso o jeito que o autor traça e desvenda a tragédia dos órfãos.

*

Meu amor por você viverá para sempre. Você não teve a mesma sorte.

Snicket é sempre muito irônico, até mesmo ao introduzir o livro, onde brinca com a morte de Beatrice, a quem ele dedica a história.

Após ter sido sido barrado pelo sr. Poe, o conde Olaf foge no livro anterior… E as crianças são encaminhadas pelas ruas do Mau Caminho para um novo tutor. O doutor Montgomery Montgomery, é um especialista e fanático por répteis.

As crianças de início parecem não ter certeza se o tio Montgomery é ou não uma boa pessoa. Mas após serem introduzidas à casa, e a sala dos répteis, percebem que o novo tutor é sim um homem de bom coração. Cuida de seus animais com extrema perfeição, como se fossem filhos. E com o passar dos dias, os Baudaleire sentem-se pertencentes a um lar, – coisa que não acontecia há muito tempo.

*

O principal objetivo de Montgomery é encontrar novas espécies de animais, para apresentar em um Conselho. Por ser um herpetologista, – especializado em cobras, sua última descoberta fora a de um cobra, apelidada de Víbora Incrivelmente Mortífera, – que de venenosa não tem nada, apesar do nome fictício, com o intuito somente de assombrar os colegas.

Tio Monty tinha um assistente que o auxiliava em seus experimentos e viagens, mas recentemente o rapaz havia mandado um recado de que não poderia mas continuar a trabalhar com ele. Indicaria alguém que o substituísse, uma homem a sua altura chamado Stephano.

*

Após alguns dias, o tio Monty sai para ir ao mercado e as crianças ficam sozinhas. Entretidas em suas simbólicas funções, a de auxiliar o tio até que o novo assistente chegue. A campainha toca, e Klauss prontamente a atende.

Era Stephano. Ele apresenta-se… Violet percebe que há algo de muito familiar nele. Apesar da barba comprida e da careca, seu olhar o entrega. Aqueles olhos inconfundíveis só poderiam pertencer a uma pessoa: o conde Olaf!

E é ele mesmo. Olaf se disfarça de assistente de Montgomery.

Os Baudaleire, é claro, estão abismados e pretendem o quanto antes entrega-lo para o tio. Mas o conde os ameaça com uma enorme faca pontuda, que arrepia até a alma dos jovens.

Apesar das ameaças do antigo tutor, elas tentam ao máximo, mas sem sucesso dizer algo ao tio. O conde Olaf está em todo canto, os observando.

– A seguir contém spoiler.

Até que chega um dia em que o destino das crianças na linda casa com a sala dos répteis chega ao fim. O conde Olaf mata o doutor Montgomery Montgomery, simulando uma picada de cobra pela Víbora Incrivelmente Mortífera.

E como sabem, esta é uma cobra incapaz de fazer mal algum a alguém. O réptil brincava amistosamente com Sunny.

O sr. Poe volta novamente para busca-los, e como de praste, não da ouvidos aos órfãos, – que planejam mais uma vez entregar o maléfico Olaf e seus comparsas, sozinhos.

*

Os cúmplices de Olaf aparecem fantasiados de médico, perito e policial. E enquanto Klauss vai até a biblioteca para procurar em meio a centenas de livros, alguma anotação do tio sobre a Víbora Incrivelmente Mortífera, que comprove que ela é inofensiva, Sunny ajuda-o vigiando a porta, e Violet, vai até o carro do tio, contendo a mala do falso assistente, – que pretendia levá-los para outro país, na esperança de encontrar algo que comprove também a real identidade de Stephano.

Violet encontra um resíduo que cobre tinta, – aquele que provavelmente teria usado para encobrir a tenebrosa tatuagem de olho no tornozelo do conde Olaf. Acha também um aparato contendo dois furos com pontudas agulhas injetáveis. Volta correndo para a casa. Reúne-se a Klauss, que neste momento já encontrara alguma prova também.

O garoto lê em voz alta para o sr. Poe, que a tal cobra mortífera, não passa de uma brincalhona. O banqueiro até duvida, pois no rosto do tio, agora falecido, havia duas profundas marcas, que ele subentendia como sendo de picada de cobra. Violet prontamente revela que não era nada disso, a verdade era que o conde Olaf havia se apropriado de uma amostra de veneno da prateleira do doutor, e injetado em Montgomery.

Sr. Poe fica indignado com tanta afirmação. E antes mesmo que ele pense, Violet continua. Diz para que ele mesmo esfregue o tornozelo do suposto assistente, para que certifique-se de que este é sim o maldoso conde Olaf.

Como esperado, aos poucos surge na perna do homem aquele memorável olho. Conde Olaf e sua trupe mais uma vez fogem… As crianças ficam a merce do sr. Poe agir, mas ele não faz nada a não ser gritar que alguém os detenham.

Os Baudelaire estão se acostumando a não poder contar com ninguém além si mesmos. Perderam os pais, o tio Monty, e agora teriam que ir mais uma vez para a casa de algum desconhecido.

As desventuras dessa família, tragicamente parecem não ter fim.

Leia a resenha do livro anterior #1 e/ou do seguinte #3.

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