Resenha: Monalisa Desenhando a Morte

Título: Monalisa Desenhando a Morte
Autor: Danny Belo
Gênero: Ficção
Literatura: Brasileira
Ano: 2016
Páginas: 218
Editora: Arwen
ISBN: 978.856.825.556-8
Avaliação CL: ⭐️⭐️⭐️⭐️

Desde o fim do ano passado que aguardo a chegada do livro da querida Danny Belo. E não era para menos não é? O livro é lindo, cheio de detalhes! E superou minhas expectativas, que livro meus caros!

Um dos melhores livros nacionais contemporâneo lido recentemente. Realmente te prende do início ao fim, com uma escrita encantadora.

Monalisa é ainda estudante, aspirante a artista, adora pintar e desenhar. Filha mais nova de Minerva, e irmã de Antonella, que está prestes a casar, Lisa, como é apelidada, sonha em entrar na Universidade da Califórnia, para ver-se livre da mãe, com que não tem muita afinidade.

Desde crianças, as filhas de Minerva acompanham a mãe em suas viagens a trabalho. Passando por inúmeros países e cidades, até no Brasil se estabeleceram… Mas grande parte da vida, as italianas passaram nos Estados Unidos.

Lisa não se da muito bem com a mãe, pois acredita que ela sempre se importou somente com a carreira, e mal deu/da atenção as filhas. Minerva nunca revelou quem é o pai das meninas, e a garota acha isso inadmissível. As brigas são constates, principalmente por causa desse último tópico.

A garota trabalha em uma galera de arte, e por vezes deixam-na divulgar suas telas. Namora Derick, um típico aparente príncipe para adolescente, – pelo menos é o que aparenta.

Mas na noite de seu 18º aniversário, Lisa o vê aos beijos com sua suposta melhor amiga. Ela entra em desespero, justo na noite em que festejava com todos! Ela decide então sair da casa, mesmo com uma tempestade lá fora.

Ela corre pelas ruas, e encharcada, é atingida por um raio.

*

“Tudo que acontece de bom nas nossas vidas tem um preço e para conquistá-los, temos que estar dispostas a pagá-lo.”

Monalisa sobrevive a descarga, porém entra em coma profundo, e seus familiares temem o pior.

Em um dia de natal, a garota mexe os dedos, e dá esperança a todos de que tudo volte ao normal. E na penúltima semana de janeiro, Lisa recebe alta e vai para casa com a mãe e a irmã, que se intercalavam no hospital para olha-la.

A amante de pinturas retoma a sua rotina, na medida do possível, pois sente-se mal, muitas vezes o simples fato de andar a deixa zonza.

Para descontrair e passar o tempo, Lisa desenha muito, e entre uma briga e outra com a família, descobre que um de seus desenhos aparenta demostrar algo peculiar… Ele brilha nas bordas. Ela o toca, e percebe que sua mão afunda, como se ela pudesse passar para o lado real do desenho. E é o que acontece, seus novos desenhos têm esse poder.

*

Um dia Derick aparece em sua janela, tenta conversar, Lisa não dá bola. O garoto então adentra o quarto pela janela… Ele percebe que o desenho dela brilha, e pergunta o por quê. E entre trocas de palavras horrendas, os dois acabam entrando no desenho da garota. Lisa deseja se livrar do ex namorado, e como se pela força do pensamento, o universo a ouvisse. Ele é traçado por um animal.

Derick pede ajuda de Monalisa, que o olha de canto, com um meio sorriso no rosto, finge não ouvir e atravessa o portal novamente para seu quarto.

A partir deste fato, as tragédias só começam a aparecer simplesmente com a presença dela.

“Hoje em dia é mais fácil sofrer por amor do que viver dele.”

Na noite do noivado de Ella, Lisa decide aparecer para não parecer antissocial, mesmo sabendo que sua presença causaria danos. E é o que acontece, o lustre da sala quase cai sobre a irmã… E dias antes em um restaurante com ela e o noivo, o lugar entra em black out.

As tragédias tão têm fim! Lisa está com medo do que mais possa acontecer.

*

Antonella acaba descobrindo o até então segredo da irmã, promete não contar nada para a mãe, desde que Lisa faça o que ela quer. Ela pretende viajar para onde o pai mora, e levar mais duas amigas. Lisa não concorda, porém não tem escolhas.

*

As garotas até conhecem o pai, que lembra muito a feição de Lisa. Mas Ella, a irmã mais velha, acaba perdendo as duas amigos por mortes muito trágicas. Lisa faz de tudo para tentar voltar para o quarto sã e salva.

*

Lisa abre os olhos. Vê a mãe e a irmã ao lado. Está no hospital. Acabara de acordar do real coma.

Sim! Tudo o que ela vivera não passaram de ilusões enquanto ela permanecia em sono profundo.

As garotas voltam para casa, e sem entender muito bem tudo que acontecera, decide desenhar. Ela percebe que seus traços possuem o mesmo brilho de quando suas tragédias aconteceram… Lisa tem medo e não sabe se dessa vez bençãos ou ainda maldições estão por vir!

Que livro, meu Deus. E aí Danny, sim ou com certeza uma continuação? Por favor. O livro só não é perfeito por causa disso, deixa um gosto de quero mais. Mas a leitura é sensacional, a cada descoberta o leitor é levado a catarse total.

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